Pastoral

E Agora, Em Quem Votar? Parte 1

16 Capa SetembroMais uma vez estamos assistindo o “filme” de novas eleições. Em passado recente os donos do poder no Brasil acionavam a lógica política eleitoreira para manter seus feudos e principados, mas também o regime patrimonialista, em que o país seria propriedade de algumas pessoas e não de todos, um sistema paternalista, em que candidatos conseguiam votos usando como moeda de troca cestas básicas ou promessas assemelhadas, além da ilusão publicitária que fazia com que palavras “mágicas” e sedutoras induzissem os eleitores a achar que algum salva-pátria finalmente havia surgido e que o candidato seria bom ou não, dependendo do publicitário que tinha e não de um consistente plano de trabalho. 

Alimentada há anos, esse tipo de política foi corroendo a ordem social, sabotando-se as bases do país e fortalecendo a estrutura que mantém de pé os privilégios que alguns “príncipes” têm sobre o resto da população seguindo a lógica do domínio do poder privado sobre a coisa pública.

Já exaurida a população não faz mais de conta que não entende e a memória do povo já está sendo alertada pelos descaminhos da corrupção que começa a ser exposta, a impunidade já não está mais entronada protegendo políticos e empresários que demonstraram viver em relação incestuosa pela ganância do dinheiro e a situação do país tendo chegado a limites nunca antes imaginados. Isso tem alterado o cenário das eleições e, políticos dessa ordem da desordem já estão “com a barba de molho” sem como convencer a população de que seu voto já não é um mero teclar na urna no dia da eleição.

Agora o brasileiro tem verdadeira arma contra a corrupção e esse sistema degradado de política, que é o VOTO fazendo valer nossas escolhas. Hoje a população tem excelentes ferramentas para conhecer os candidatos aos mais variados cargos, entre elas, um movimento promovido por diversas entidades sem cor político-ideológica que disponibiliza informações preciosas sobre candidatos focalizando três critérios a serem considerados pelo eleitor na sua escolha seja qual for sua opção partidária e visão e mundo respondendo se seus candidatos (1) apoiam a democracia; (2) possuem passado limpo; e, (3) apoiam o grande pacote anticorrupção promovendo integridade no setor público e privado que foi elaborado por mais de 200 especialistas e patrocinado pela “Transparência Internacional” e pelas escolas de Direito da Fundação Getúlio Vargas. Veja tudo isso no link: www.unidoscontraacorrupcao.org.br

Se deixarmos passar essa oportunidade, estaremos realimentando o sistema que até agora sobrevive. Então, em vez de sobreviver precisamos alimentar o “saberviver” que se tornará real pelo nosso voto em cada cargo elegível neste momento.

E o que fazer sobre política e evangelho? Levar políticos em nossas comunidades e igrejas? Política e evangelho não se misturam? Pois é, vamos ser realistas, me parece, em geral, que deixamos de cumprir nossa missão profética como igreja denunciando o pecado da corrupção, da péssima política, deixando de discipular efetivamente com o evangelho líderes para a nação seja no âmbito de governo executivo, legislativo e judiciário e até mesmo na formação de profissionais liberais, executivos, empresários, empregados, funcionários públicos, etc. Assim sem a visão cristã de mundo tomam decisões pelo país segundo seus interesses (e de seus lobbies), visão de mundo e ideologia, e vejam onde chegamos, e hoje já entra na agenda da discussão a legalização da pedofilia, da poligamia, além do descaso com o uso do dinheiro público. 

Assim, a visão de que uma vez a pessoa salva nossa tarefa está encerada não é compatível com os ensinos do Novo Testamento, essa pessoa necessita assumir valores cristãos para seu viver, escolhas diárias e funções públicas e profissionais.

Lourenço Stelio Rega

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