Pastoral

Por que os candidatos á presidência se tornam crentes?

09 Capa SetembroOs candidatos a presidência , sem exceção , fazem questão de afirmar que são religiosos. Alkmim é católico . Bolsonaro afirma ser um católico que foi batizado no rio Jordão por um pastor batista. A cela de Lula está cheia de orações. 

A qualquer momento veremos Ciro Gomes fazendo uma reza para o Padre Cicero. Marina é evangélica desde criança. Cabo Dacciolo, pateticamente, não fala português fala “evangeliques”. Meirelles começou a campanha frequentando uma Igreja. Todos estão indo as chamadas grandes igrejas evangélicas para serem ungidos. Por que esse interesse marqueteiro na membresia das Igrejas? 

Na Igreja evangélica ,os pastores, bispos , apóstolos e fiéis acreditam que tem o poder de ungir candidatos para ganharem a eleição. Tais lideres , ávidos pelo poder , querem apenas se aproximar de quem eles supõe ter o poder para beneficia-los. 

Desde quando Constantino misturou Estado e Igreja entramos nesta confusão. Desde então se convencionou que, especialmente, o clero são representantes dos desígnios de Deus na terra, portanto, tudo que fazem, inclusive as campanhas politicas e ideológicas são vontade de Deus. 

Desta forma a maioria dos candidatos, a igreja, seus líderes quando entram em uma campanha politica, não entram em seus próprios nomes, de suas consciências ou de suas propostas, mas o fazem em nome de Deus. 

Esta é uma das razoes porque não acredito em nenhuma campanha politica feita em nome e na defesa das causas de Deus. 

Por contarem com a grande maioria dos crentes que são subservientes e se deixam manipular por seus lideres , pastores, bispos, apóstolos, os políticos, desenvolvem suas campanhas marqueteiras voltadas para as causas da ganancia dos lideres e da submissão ingênua do povo evangélico. 

Deus não precisa de políticos nem de pastores, bispos, apóstolos para defender suas causas. O chamado para os lideres cristãos é pregar o evangelho de Cristo, este crucificado. Deus não precisa da igreja no poder politico estabelecido. Ainda que tenhamos, a pretensão, a Igreja de Cristo não precisa ser defendida por ninguém, afinal Jesus afirma: Eu edificarei a minha Igreja. 

Um crente candidato não pode ter na Igreja a sua única base eleitoral. Um candidato que se afirma crente não pode usar o fato de ser membro de uma Igreja ou mesmo um líder dela como sendo superior moralmente as demais pessoas e se colocar para os não crentes desta forma. 

Segundo a Bíblia todos os filhos de Deus, incluindo candidatos, devem ter um bom testemunho para aqueles que não são parte da Igreja. 

Apesar das dificuldades é sábio escolher um candidato que faz política em defesa dos seus interesses e ideologias confessadas, com as quais nos identificamos como cristãos, do que escolher estes que se escondem nos púlpitos da ganância, usando o nome de Deus como cabo eleitoral com o propósito de enganar os mais simples! 

Naamã Mendes

 

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