Pastoral

Dúvida?

01 Capa JulhoA dúvida é tão antiga como Eva. Insinuada por satanás duvidou da Palavra de Deus. O resultado todos conhecemos. Uma sociedade enganada que continua duvidando de Deus, de sua Palavra, suas verdades, completamente desorientada a pagar um preço altíssimo, ansiando por encontrar razão e certeza das coisas. 

Desta premissa alguém cunhou a frase: “O homem é um ser que duvida.”

A dúvida pode conduzir o duvidoso à uma reflexão mais profunda ao buscar a certeza das coisas. Ao Juiz é oferecido o privilégio para resolver a dúvida sobre o réu em julgamento, se culpado ou não. “in dubio pro reo.”

Isto é, se há dúvida sobre a culpabilidade do réu, deve ser absolvido. 

Como a dúvida é humana e o Juiz só tem os dados do processo para decidir e nem sempre as testemunhas são fiéis, é possível cometer injustiça, tanto ao absolver como ao condenar.

Paulo no seu tempo enfrentou dificuldades com a participação dos salvos em festas pagãs. Comidas eram oferecidas aos ídolos e depois de servidas eram oferecidas nos açougues e festas da cidade. O apóstolo tenta instruir aos salvos a não ser contaminados com tais oferendas aos deuses. Ao escrever com carinho à Igreja em Corinto foi mais contundente ao afirmar que atrás de cada ídolo havia um demônio enganador subtraindo a verdadeira adoração que se deve a Deus. Chega ao ponto de afirmar: “Mas não quero que sejais participantes com os demônios” I Co 10.19.

O apóstolo usa como referência a comunhão existente na participação da Ceia do Senhor, I Co 10.16-17. Não sabemos dos resultados positivos em Corinto. Eram salvos teimosos, cheios de si que não levavam em conta as exortações pastorais de Paulo. Hoje ainda é assim. Nada mudou. 

Ao escrever aos romanos Paulo foi mais brando. Ainda assim deixou mensagem contundente para resolver o problema da dúvida. Inicia trabalhando com os fracos na fé, Rm 14. Recomenda se comer alguma coisa que escandalize ao irmão, deve evitá-lo. Só deve decidir se estiver inteiramente seguro dos seus atos, v 5. Duvido que salvos e Igrejas que promovem e participam das festas juninas e julinas estão seguros de seus atos. Claro que Paulo diz: “ cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus pela decisão que tomar, v 12. 

Paulo conclui o capítulo 14 com pérola rara: “Mas aquele que tem dúvida, se come está condenado, por que não come por fé; tudo que não é da fé é pecado.” v 15. O salvo não deve tomar nenhuma decisão tendo dúvida em seu coração. Há que seguir a recomendação de Jesus: “Sim; sim. Não; não, porque o que passa disso é de procedência maligna.” Mt 5.37.
Nota-se que em todos os versos citados aparece a ação do maligno, o pai da dúvida e responsável por inocular dúvida no coração do salvo. 

Quando tiver dúvida sobre algo importante, ore, ore, ore para que Deus coloque paz em seu coração. Com o coração em paz decida. Caso a dúvida permaneça não participe. 

Pr. Julio Oliveira Sanches

 

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