Pastoral

Melhor que a Vida

08 Capa AbrilAssim expressa o Salmo 63.3. “Porque a tua benignidade (amor, graça) é melhor que a vida; os meus lábios te louvarão.” A vida tem suas surpresas, a graça de Deus não. A vida tem seus difíceis percalços, o amor de Deus não. A vida caminha para um fim, a benignidade divina não tem fim. A vida nos surpreende com dores, enfermidades, desilusões, traições e até mesmo inimizades, o amor de Deus não. É sempre o mesmo, inalterável. 

Na caminhada diária a vida nos tenta a extrapolar os limites impostos pela própria vida. Preocupações desnecessárias e ansiedades pelo amanhã são uma constante, roubando-nos a alegria de viver o hoje com seus lindos desafios. A misericórdia divina supera todos os males e nos anima a prosseguir. A vida é como a flor. Linda ao amanhecer, mas fenece ao entardecer.  A vida tem o seu alvorecer, mas não há como escapar do seu zênite. Quer queiramos ou não vamos pelo caminho de todos os seres humanos e morremos. 

A misericórdia divina permanece após o túmulo e nos recebe em glória junto ao Cristo vivo. Por isso a misericórdia divina é melhor do que a vida em si. A vida vai nos marcando ao correr dos dias. Muitos chegam ao final da existência marcados pelo pessimismo de Jacó ao responder ao Faraó qual a sua idade. “Os dias dos anos de minhas peregrinações são cento e trinta anos; poucos e maus foram os dias da minha vida, e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinações.” Gn 47.9. Hemos que concordar com Jacó que muitos foram os momentos tristes da sua jornada. Mas não podemos negar que os momentos maus foram frutos de suas decisões impensadas e intempestivas. 

Os muitos erros ocorreram por suas próprias escolhas. Mas a benignidade divina foi maior em sua vida. Jacó expressou o que muitos cristãos pessimistas expressam. Veem apenas os momentos tristes. Não conseguem se alegrar com a melodia da chuva. O perfume das flores. A beleza do por do sol. São como aquelas mães que vivem advertindo os filhos: Você vai cair. Vai se machucar. Se não comer jiló vai morrer. Caso não limpe o prato não vai crescer. A pobre criança cresce com a filosofia do pessimismo. Uma vez adulto passa a absorver os telejornais com suas notícias sangrentas. Só veem filmes de horror e terror. Alimentos para personalidades doentias. Não conseguem ver beleza na família. Detestam o convívio dos familiares. Enclausuradas na individualidade diabólica do tempo presente não conseguem sorrir de si mesmas e das peripécias das crianças. 

Bem diferente é viver a vida sob a graça, amor e misericórdia divinas. Tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus. Sou grato a Deus pelo seu amor e graça. Grato pela salvação que Jesus me ofereceu. Grato pela presença do Espírito Santo no caminhar diário, orientando, corrigindo e dando-me paz. Grato pela vida até aqui vivida. Pela família, presente do Senhor. Pelos muitos amigos e inimigos também. Os inimigos servem como avisos ao longo da caminhada a não desistir da difícil arte de perdoar. Grato pelas Igrejas que o Senhor me confiou a cuidar das ovelhas de Cristo. Mas a benignidade divina é melhor do que todas essas coisas que a vida nos acrescenta a cada dia. 

Pastor Julio Oliveira Sanches

 

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