Pastoral

Os Anos Passam

14 Capa Janeiro

A Bíblia inteira chama a atenção para a brevidade do existir humano no planeta Terra. Figuras, as mais variadas, são usadas pelos escritores sacros para despertar a nossa atenção para a brevidade dos nossos dias. Jó usa a figura da lançadeira do tecelão, que não mais existe, Jó 7.6 para dizer que a vida passa rapidamente. Moisés no salmo 90 é pródigo em figuras para afirmar a mesma verdade descoberta por Jó.  As torrentes das águas, o sono, erva que cresce de madrugada e à tarde não mais existe. Um conto ligeiro que é esquecido com facilidade. Sl 90.5 e 9b. Isaías repete a comparação da erva do campo e as flores perecíveis, Is 40.6-8. Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. Tiago faz uma observação aterrorizadora. A vida é como vapor que desaparece ao sair da panela ou da chaleira. Podemos usá-lo para mover a máquina a vapor, caso do passado, mas se não for alimentada perde sua eficácia em segundos, Tg 4.14. Apesar de todas as advertências continuamos a crer e a viver como se os nossos dias sobre a Terra fossem eternos. Tudo fazemos para prolongá-los. 

Esta verificação se torna mais visível na chegada de um novo ano, que nada tem de novo. Os acontecimentos continuam os mesmos. Os maus continuam praticando o mal. Os bons continuam se esforçando por melhorar, por realizar coisas novas, mas prisioneiros da natureza pecaminosa que os impede de praticar o bem. Foi a luta de Paulo na busca da santificação. Desejava praticar  o bem, mas a estrutura pecaminosa o impedia de fazê-lo, Rm 7.24. Ao reconhecer a sua impotência gerada por si mesmo, abre caminho para a manifestação da graça de Deus em seus anseios. A minha graça te basta, II Co 12.9. Esse o momento crucial na vida do salvo. Reconhecer que todos os esforços humanos são inúteis. Produzem resultados aparentes, mas não frutos verdadeiros. 

Aqueles velhos e obsoletos bons propósitos de fim de ano que muitos fazem e repetem no dia trinta e um de dezembro, continuam a não funcionar. Mas em nossa teimosia continuamos a repeti-los. É como mercadorias ou remédios com datas vencidas. Não funcionam. Precisam ser descartados. Pois fazem mal à saúde espiritual. 

Não há encanto em o novo ano iniciado há poucos dias. As guerras vão continuar com maior ferocidade. Crianças vão continuar morrendo de fome e doenças que há muito deveriam ter sido erradicadas. Os governantes das nações continuarão seus discursos hipócritas. Os ricos ficarão mais ricos e os pobres descendo para a linha da miséria. A corrupção que assola o nosso país vai continuar aumentando geometricamente. Novos corruptos surgirão, e os larápios antigos serão colocados em liberdade pela caneta de algum juiz injusto. O governo vai continuar trocando nossas riquezas naturais pelas benesses do poder. Os nossos sistemas de educação, segurança e saúde  continuarão péssimos a caminho do caos. Ministros inescrupulosos continuarão a usar o erário público para comprar votos de políticos sem caráter. Cumprir-se-ão a cada novo dia a sentença de Apocalipses 22.11. Não se assuste, caminhamos para o fim de todas as coisas.  

Como salvos e como Igreja cabe-nos aprofundar a nossa intimidade com Deus e sua Palavra. Firmar a cada momento a fé em Jesus Cristo, não só como Salvador, mas como Senhor.   

Os votos de boas festas, feliz ano novo não possuem poder mágico capaz de mudar ou colocar ordem no caos, mas sim, vidas comprometidas com Cristo. A Igreja há que cumprir a missão recebida do Senhor. O ano de 2018 traz no seu bojo grandes desafios.  Precisamos vigiar. 

Pastor Julio Oliveira Sanches.

 

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