Pastoral

Ceia do Senhor

02 Capa JulhoO Ensino de Paulo sobre a celebração da Ceia do Senhor (1Co 11.17-30), revela um modo e espírito errados na igreja em Corinto. Todos devemos atentar para não cairmos nos mesmos erros.

Em primeiro lugar, devemos estar atentos para “o que é um corpo deve ser um corpo”!

O ajuntamento da igreja/corpo, deve ser para melhor (v 17). Quando celebrada no modo ou em espírito errado, nunca será “para melhor”. Quando o apóstolo fala isso, se refere à necessidade de que, o reunir seja para edificação do corpo e que Cristo seja ainda mais glorificado.

O que a igreja de Corinto fazia, sequer era visto por Paulo como a celebração original da Ceia, que foi instituída pelo Senhor (v. 20 e 21).

- O modo era errado! Não era celebrado PELA IGREJA (corpo de Cristo) como deveria, mas por grupos isolados. Era uma “refeição” sem o discernimento e reverência necessários.

- O espírito era errado! Não havia comunhão do corpo, e nem a compreensão do seu significado e importância.

Eles não entendiam que a Ceia “é do Senhor”. Como ordenança Dele, ela deve ser o que “recebemos do Senhor” (v. 23). A Ceia não é “da igreja” ou “do pastor”, ou mesmo, “de ninguém”. Alguns alegam que, por ser Ceia do Senhor, não se pode restringir os participantes dela. De fato, a igreja e o pastor não legislam sobre isto. Porém, Jesus deixou a ordenança à Sua igreja, que deve cumpri-la conforme o Senhor ordenou. Quem restringe os participantes é Jesus, o Senhor da igreja e da Ceia. De fato, Ele a restringiu apenas a seus discípulos quando a estabeleceu. Isso não implica em que fosse celebrada por grupos isolados, mas vale observar que, embora existissem outros crentes, Ele só a celebrou com os que compunham a Sua igreja (os onze apóstolos presentes). Devemos entender que talvez Jesus a restringiu a esses como forma de responsabilizá-los pelo ensino dela, uma vez que os apóstolos foram colocados primeiro na igreja (1 Cor. 12.28), com essa finalidade.

Os elementos usados têm que retratar a verdade de que primeiramente, o corpo de Cristo foi entregue sem pecado, para fazer-se justiça por nós. Nesse aspecto é imprescindível que o pão seja sem o fermento, que representa pecado. É absurdo que igrejas negligenciem esse fato! Também o cálice deve retratar o Seu sangue (vida) inteiramente derramado por nós. Muito se discute sobre administrar a ceia com suco da uva ou vinho. A Bíblia não detalha isto. O fato é que, historicamente, utilizavam o vinho novo, de baixo teor alcoólico, porém, vinho de verdade. Assim, a fermentação não entra em questão, pois sua ausência é exigida assim como à massa velha contida no pão. Ao cálice, cabe representar o sangue derramado, e não a pureza do corpo. O suco da uva industrializado de hoje, “fermentará” sem conservantes, assim como o vinho, aberto, fermentará, transformando-se em vinagre. Portanto, a questão é mais quanto à consciência da igreja em usar ou não a bebida alcoólica na ceia. Não se trata de questão da presença de fermento ou não.

Mas de nada adianta empregar os elementos corretos, sem atentar para o propósito da celebração. Jesus disse que celebrássemos “em memória” Dele, e Paulo acrescenta que é para “anunciar a morte do Senhor, até que venha”. Na Ceia do Senhor estamos contando o que Ele fez, falando de Sua entrega de Amor por nós, povo pecador. Consideremos que se pessoas ímpias participarem dessa ordenança, estão mentindo ao anunciar que “Cristo morreu por seus pecados” por nem sequer crerem nisso. Alguns crentes “tomam a ceia” friamente, como se faz uma coisa corriqueira, sem darem importância ao que afirmam com isso. Não é à toa que Paulo constatou a mão de Deus pesando naquela igreja onde faziam isso e, ainda hoje, há muitos que não aprenderam essa lição.

Deste modo, devemos aplicar todo o cuidado e zelo em nossa participação da Ceia do Senhor. Não somente na forma, mas que, no espírito correto, possamos participar com o devido discernimento, de modo que a igreja seja edificada e também o Senhor seja ainda mais glorificado.

Pr. Vagner Vaelatti 

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