Pastoral

Felicidade Tão Sonhada

21 Capa MaioA decepção gerada por um casamento infeliz e uma família desestruturada não há como mensurar. O ciclo de pessoas atingidas pela infelicidade de alguém aumenta todos os dias. São muitas as vítimas. O próprio infeliz, a família, o outro ou outra que se considera traído se constitui em rolo compressor que vai alimentando mágoas e ressentimentos pelo caminho.

É muito difícil a restauração total de um casamento frustrado. Os sonhos de felicidade mantidos ao longo do flerte, namoro,  noivado e da cerimônia nupcial com suas pompas, não admitem ruptura. Em algumas pessoas os ferimentos são tão profundos que só a eliminação do outro consegue extravasar o desejo de vingança. Mesmo não ocorrendo a fatalidade da eliminação do outro, mata-se com o ódio alimentado todos os dias. A misteriosa unidade familiar não admite qualquer cisão. Quando ocorre não há como evitar o ódio por quem a promoveu.

Duas pessoas que foram unidas por acreditar nas declarações de amor mútuo, no dizer bíblico, se tornam uma só carne. Quando a unidade se rompe ou deixa de existir, as duas partes sofrem a dor da separação. Não há como desfazer a unidade e apenas uma das partes sofrer as consequências. Cremos que Deus assim procede para manter o casamento indissolúvel. Claro que o inimigo inocula na relação de amor, o ódio. O desprezo. A dor. As lágrimas.

Quando o ser humano tenta separar, por motivos vários o que Deus ligou, não há como fugir dos resultados amargos e dolorosos da separação.  Não fomos criados para quebrar a ordem estabelecida por Deus. Não há lugar para a infelicidade no plano original do Criador. Impossível admitir um casal a viver pacificamente em desavença. Quando isto ocorre, e ocorrem inúmeras vezes, é preciso parar e descobrir onde Satanás encontrou brechas para atormentar o relacionamento conjugal. Quando os filhos não se constituem em fonte de alegria, algo maligno está acontecendo no lar. Joelhos dobrados a buscar a orientação do Espírito Santo é o único caminho para restaurar a paz e harmonia na família. Não é possível manter a beleza do lar com desavenças. O diálogo sugerido pelo amor sincero, envolto na oração e capacidade de perdoar, põe fim aos dissabores cotidianos. 

Nunca desista do seu sonho de felicidade conjugal ou familiar. Investir na vida a dois.  Restaurar o diálogo do tempo de namoro onde tudo era romântico e lindo é necessário. As pequeninas flores na caminhada a dois sempre emitiam mensagens de alegria e esperança. As flores continuam existindo. Seus aromas e suas pétalas multicores não mudaram com o tempo. Apenas os olhos que as admiravam no passado deixaram de enxergar a beleza da vida.

O pecado gera o distanciamento e esse produz cataratas que precisam ser removidas. Mudar as lentes e restaurar o foco ajuda a redescobrir o que foi esquecido no caminho. O casal precisa realimentar o amor que os uniu outrora. Quando necessário buscar ajuda externa. Desistir jamais. Inclua na restauração do seu relacionamento os filhos que chegaram. Olhando-os como herança concedida pelo Senhor e Criador da família.

O lar sempre será um lugar de alegria. A felicidade sonhada há que ser materializada na capacidade de aceitação mútua e total dependência das orientações do Espírito Santo. Jamais desista de sua família, do seu cônjuge, dos seus filhos e dos seus antigos sonhos de felicidade.

Pr. Julio O. Sanches

 

 

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