Pastoral

A Travessia

05 Capa DezembroMartinho Lutero traduziu a Bíblia para o alemão. Ao chegar no Salmo 90.12 (“Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”), traduziu assim: “Ensina-nos a pensar que deveremos morrer, para que sejamos sábios”. Para o salmista, a inevitabilidade da morte deveria nos desafiar a viver com sabedoria, levando em conta três verdades relevantíssimas sobre a vida:

1. Transitoriedade – Nossa viagem por este mundo tem início, meio e fim. Um dia, chegamos a este mundo e um dia, fecharemos os olhos em definitivo para ele. Em seu livro Ser e Tempo, Heidegger diz que cada um de nós é um “ser-para-a-morte”. Nossa temporalidade é um testemunho da nossa finitude. Um dia, voltaremos ao pó (Gênesis 3.19), de onde fomos tirados (Eclesiastes 12.7).

2. Brevidade – Tiago filosofa sobre isso: “Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por um instante e logo se dissipa” (Tiago 4.14). Do ponto de vista meramente biológico, somos neblina passageira. O sofrido Jó compara a brevidade da vida a dois elementos do mundo natural: a flor e a sombra: “[O homem] sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece” (Jó 14.2). Sim, a flor murcha, a sombra foge, e nós morreremos.

3. Oportunidade – O autor de Eclesiastes faz uma recomendação que, em princípio, soa estranha: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete; pois a morte é o fim de todos os homens; que os vivos reflitam nisso em seu coração” (Eclesiastes 7.2). Num velório é que recebemos a impressão mais forte sobre a limitação da vida e a existência da morte. 

Quando alinharmos nossa vida ao lado da vontade de Deus, perderemos o medo da morte. E afirmaremos como fez o salmista noutro salmo: “Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte” (Salmo 48.14), ano após ano.

Pr. João Soares da Fonseca

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