Pastoral

Pós-Verdade - Post-Truth

27 Capa NovembroAnualmente a Oxford Dictionaries, departamento da universidade de Oxford responsável pela elaboração de dicionários, elege uma palavra para a língua inglesa. A de 2016 é “pós-verdade” (“post-truth”).

Em 2015, a palavra escolhida foi um emoji - mais especificamente, aquela carinha amarela que chora de tanto rir.

Além de eleger o termo, a instituição definiu o que é a “pós-verdade”: um adjetivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

A palavra é usada por quem avalia que a verdade está perdendo importância no debate político. Por exemplo: o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negaram esta história.

Segundo a Oxford Dictionaries, o termo “pós-verdade” com a definição atual foi usado pela primeira vez em 1992 pelo dramaturgo sérvio-americano Steve Tesich. Ele tem sido empregado com alguma constância há cerca de uma década, mas houve um pico de uso da palavra, que cresceu 2.000% em 2016.

“‘Pós-verdade’ deixou de ser um termo periférico para se tornar central no comentário político, agora frequentemente usado por grandes publicações sem a necessidade de esclarecimento ou definição em suas manchetes”, escreve a entidade no texto no qual apresenta a palavra escolhida.

Raiva e frustração

Em um artigo publicado em setembro de 2016 no qual aborda a ‘pós-verdade’, a ‘The Economist’ aponta a frustração de parte do eleitorado com instituições tradicionais que fizeram diagnósticos falhos ou falsos. ‘Eles fazem troça de tecnocratas que trabalham em proveito próprio e que disseram que o euro melhoraria suas vidas e Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa’

Novas mídias

Plataformas como Facebook, Twitter e Whatsapp favorecem a replicação de boatos e mentiras. Grande parte dos factóides são compartilhados por conhecidos nos quais os usuários têm confiança, o que aumenta a aparência de legitimidade das histórias. Os algoritmos utilizados pelo Facebook fazem com que usuários tendam a receber informações que corroboram seu ponto de vista, formando bolhas que isolam as narrativas às quais aderem de questionamentos à esquerda ou à direita

Menos espaço para imprensa

A imprensa, que é tradicionalmente responsável por checar os fatos e construir narrativas baseadas na realidade, tem tido obstáculos para disputar espaço nas redes sociais. Em junho, o Facebook alterou seu algoritmo de forma a diminuir o alcance de postagens de sites noticiosos e privilegiar o de amigos e familiares. Em paralelo, a imprensa que checa fatos antes de publicá-los compete por espaço com uma ampla gama de veículos de informações falsas. Um site com um bom design pode bastar para convencer um leitor da veracidade de uma informação. (Extraído do Site: Nexo Jornal)

Lembro à todos os membros de nossa igreja que já por anos tenho dito que as redes sociais são necessárias no entanto vejo como um perigo contra a verdade mais absoluta que há no mundo a Palavra de Deus. 

Agora devido aos acontecimentos da saída da Inglaterra do Euro e as eleições de Donald Trump nos Estados Unidos da America, fica clara a impressão que mentiras contadas e divulgadas são mais fortes do que fatos e verdades.

Semanalmente replico tanto no Facebook, Twitter quanto no WathsApp três ou quatro mensagens e digo não é verdade, tomem cuidado em colocar seus sentimentos como percepção da verdade e se esquecer da origem (da fonte). Existem mais pessoas produzindo o que queremos ouvir e ler do que aquilo que de fato precisamos ler e ouvir.

Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: 

"Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". 

(João 8:31,32)

“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. (João17.17)

Vagner Vaelatti

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